Brasão de Armas PDF Imprimir E-mail
    Sex, 26 de março de 2010 22:04

    O uso de brasões remota da Idade Média. Nesse período famílias, dinastias, feudos e reinos ostentavam tais símbolos como representações de seu poder, nobreza e tradição. Com o passar do tempo, eles também foram incorporados a identidade de ordens religiosas, associações e instituições de ensino, a exemplo de universidades.

    O brasão é composto pelo escudo de armas. A Facig adotou o escudo português, também conhecido por espanhol, flamengo, ibérico, peninsular ou boleado, e que é caracterizado pela ponta arredondada. No brasão da Faculdade, ele surge esquartelado, isto é, dividido por duas linhas perpendiculares que se cruzam ao centro, formando uma cruz grega. A cruz é um dos símbolos mais antigos da humanidade, traz a divisão do mundo nos quatro elementos que o compõem – terra, fogo, ar e água – além da união entre o divino e o efêmero.

    Dentro do escudo são distribuídos elementos que traduzem os ideais da instituição. Ao centro visualiza-se uma caravela. Surgida no século XV, ela representa a mobilidade e a transformação. Durante o período das grandes navegações, foi em caravelas que portugueses e negros chegaram ao Brasil, onde se misturaram com os índios para dar início a multiculturalidade e multiracialidade da Terra de Vera Cruz.

    Foi também de uma caravela que em 9 de março de 1535 Duarte Coelho desembarcava na região onde hoje está o município de Igarassu e de onde deu início ao processo de colonização da Capitania de Pernambuco. Por volta de 1564, Igarassu, que em tupi-guarani significa “canoa grande”, foi elevado a condição de vila, se tornando um dos primeiros núcleos de povoamento do Brasil.

    No primeiro quartel, isto é, na parte superior esquerda, situa-se o Brasão da cidade de Igarassu. Já no segundo quartel, parte superior direita, está a Igreja dos Santos Cosme e Damião. Ela começou a ser construída por ordem do capitão Afonso Gonçalves em 1535 em pedra e cal e é considerada, hoje, a mais antiga do Brasil.

    A presença de tais símbolos se justifica na medida em que a Faculdade se faz presente nesta cidade, contribuindo para seu desenvolvimento e com a valorização das raízes histórico-culturais do município.

    Na parte externa, dois leões sustentam o escudo, sendo um ao lado direito e outro ao lado esquerdo, representando a nobreza da instituição. Desde tempos remotos da humanidade, esses animais são associados a atributos distintos como realeza, avidez, lealdade, força e sabedoria. Com o tempo eles passaram a ser esculpidos na porta de palácios, na figura de guardiões do lugar.

    Como timbres, estão três tochas, situadas acima do brasão. Elas trazem o fogo, elemento presente em praticamente todas as religiões. Elas representam a transformação, a chama eterna do saber, a luz e o espírito de fé viva e forte, alicerces da formação educativa da instituição.